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 Valentim Matias Filipe é natural de Boliqueime, localidade situada no coração do Algarve. Membro de uma família de músicos, recebeu as primeiras lições de solfejo e noções teóricas aos 6 anos de idade, e foi o acordeão, que seu pai também executava, o seu primeiro instrumento.
Com o passar dos anos foi também “apanhado” pela onda Pop/Rock que invadiu o país e o mundo vendo-se envolvido em grupos de baile tomando assim contacto com outros instrumentos como órgão electrónico e viola-baixo que viria a executar também. |
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 É aos 20 anos de idade, por intermédio de um guitarrista residente em Albufeira, que tem o seu primeiro contacto com o Fado, género que até então nem apreciava por aí além mas que rapidamente o conquistou.
Daí até ser contratado para fazer parte de elencos de casas típicas foi um saltinho e “A Gruta” (Albufeira), “Jota 13” e “Muralha” (Lagos), “Albasul” (Armação de Pêra), “Mal Cozinhado” (Porto), “O Arco” (Beja) “O Vapor”, “Pé de Porco” e “Perna de Pau” (Vilamoura), etc. Paralelamente os espectáculos por todo o país e temporadas nos casinos e espectáculos semanais em hotéis do Algarve, foram também uma constante. Tudo isto intercalado com algumas ausências breves no estrangeiro onde actuou nomeadamente na Alemanha, França e Holanda e mais recentemente já em 2003 no Brasil onde se deslocou para dirigir um espectáculo no dia de Portugal e das Comunidades, para no mês seguinte se deslocar ao sul de Espanha (Isla Cristina) com o Grupo de Fados “Al-Mouraria”. |
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 Ainda neste ano, participou como guitarrista convidado no Concurso de Fados de Vila do Bispo. Toda esta actividade tem sido uma fonte de riqueza de experiências musicais pois teve oportunidade, ao longo dos anos, de trabalhar e tomar contacto com inúmeros cantores como António Calvário, Rodrigo, Tony de Matos, Tristão da Silva, Maria de Lurdes Resende, Fernando Maurício, Carlos Barra, António Chaínho, Lenita Gentil, Celeste Rodrigues e tantos outros.
Foi e é o grande dinamizador dos Concursos de Fado Amador que hoje em dia proliferam por toda a província algarvia tendo idealizado e levado a cabo o primeiro realizado em Albufeira há sete anos, no sistema de eliminatórias pelas freguesias, numa autêntica batalha de descentralização da cultura, sendo a final disputada na sede do Concelho. Estes concursos têm sido a mola real para o aparecimento de novos valores nesta área musical como os irmãos Pedro e Teresa Viola, Raquel Peters, Sara Gonçalves, Tatiana Pinto, Sara Minhalma, Filipa Sousa, Oriana Dias e ainda outros que sem estes eventos não teriam qualquer hipótese de um dia testarem a sua apetência para o canto.
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 É considerado, neste género músical, um inovador pois apoia sempre que possível a inclusão de outros instrumentos, desde que se mantenha sempre a guitarra portuguesa, instrumento que considera imprescindível. Embora sendo considerado um bom acordeonista e tendo conhecimentos práticos e teóricos de outros instrumentos tradicionais, é no campo do Fado que actualmente se sente melhor pois além de uma vasta experiência, executa os três instrumentos que são mais assíduos: Viola, Viola-baixo e Guitarra Portuguesa.
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 Paralelamente a toda esta actividade e muito embora inicialmente fosse apenas a curiosidade e necessidade de aprender mais, frequentou e concluiu o Curso Geral dos Conservatórios de Música sendo actualmente Professor de Educação Musical do Ensino Básico e Professor de Formação Musical e Instrumentos Tradicionais Portugueses no Conservatório de Música de Albufeira, onde acumula também o cargo de Maestro do Coro de Música Tradicional. Ainda no campo social foi sócio fundador da Associação Cultural de Boliqueime, da qual é actualmente Presidente da Direcção.
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