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 Em Dezembro de 2002 um conhecido empresário espanhol ao assistir ocasionalmente a um espectáculo de fado promovido pelo guitarrista Valentim Filipe, ficou impressionado com algumas sonoridades para ele até então desconhecidas nesse género musical, e como tinha em agenda um “Festival de Músicas do Mundo” para Agosto do ano seguinte, convidou o músico algarvio para dentro daquela base musical, organizar um grupo para participar no referido festival.
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 Assim, no dia 14 de Agosto de 2003 na Plaza del Mar na localidade de Isla Cristina e, ainda com o nome de “Grupo de Fados Mouraria” lá acontecia a estreia e com tal sucesso que ficou logo aí decidido que seria para continuar.
Seria no entanto em 2004 que o grupo se solidificou, com actuações em Vila do Bispo, Faro, Albufeira, seis localidades da serra algarvia no programa “Fado ao Interior” promovido pela C.M. Loulé, novamente Isla Cristina, etc.
Neste ano gravaria ainda em sevilha um cd promocional com o título de Al-Mouraria.
2005 foi sobretudo caracterizado pelas deslocações ao estrangueiro sobretudo para participar em festivais de músicas étnicas, Espanha (3 vezes), Marrocos (2 vezes) e Alemanha serviriam para internacionalizar o grupo em definitivo.
2006 Foi o ano em que saiu “EM TUDO NA VIDA HÁ FADO”, cd que haveria de projectar o grupo para a rádios e televisões nacionais e consequentemente a procura para espectaculos adquirindo o estatuo nacional. 2007 Haveria de confirmar em pleno o ano anterior. |
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 Seis elementos formam este grupo que musicalmente se baseia na música portuguesa, situando-se algures entre o Fado mais Tradicional e o chamado Fado Novo, com pequenas incursões até à Música Popular, passando ainda por abordagens a algumas boas canções portuguesas. Ao abordar-se o Fado, o grupo fá-lo de uma maneira mais suave tentando tirar-lhe alguma da sua habitual carga dramática, exactamente ao contrário do que tentamos fazer às canções, pois existe aí uma tentativa clara de as “afadistar”. |
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 Mas não é tudo, pois durante os cerca de 90 minutos que dura este espectáculo, não raras vezes podemos assistir a várias misturas de estilos e até de épocas. Esta performance é apenas possível graças à polivalência dos seus elementos que executam Guitarra portuguesa, Viola, Guitarra Clássica, Acordeão, Flauta, Saxofone, Baixo e Vozes. Não deixa no entanto de ser um espectáculo onde o Fado está sempre presente, embora “vestido” de várias maneiras diferentes.
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 Sempre que as condições de palco o permitem o grupo Faz-se acompanhar de bailarinos que dançam alguns fados fazendo deste modo uma viagem ao passado, no tempo em que o Fado chegou a ser dançado. |
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